Vários atores e instituições se entrelaçam quando o assunto é inclusão/exclusão escolar. Pais, professores, alunos e equipe de gestão nem sempre têm as mesmas ideias e sobre a educação inclusiva.
Diante de alguns relatos pode-se perceber que as escolas, em geral, não estão preparadas para receber as crianças com deficiência, pois os professores e equipe de gestão não têm formação acadêmica adequada e muitas vezes, mesmo quando a criança está matriculada e frequentando regularmente a escola, encontra-se excluída.
O trabalho do professor, na maioria das vezes, concentra-se mais na socialização do que em aprendizagens cognitivas, seja porque os educadores não têm conhecimento de como trabalhar adequadamente com cada deficiência ou dificuldade, seja por questões ligadas ao preconceito ou ao tratamento diferenciado dado a este público e que cria esteriótipos.
É importante que o professor observe o comportamento dos alunos em geral, a fim de verificar quais as reações das crianças normais e com deficiência diante dos desafios apresentados no cotidiano. É necessário entender que a deficiência é só uma parte da criança e não o todo, e que a criança com necessidades especiais pode e deve fazer atividades semelhantes aos demais alunos da escola.
Por outro lado, a equipe escolar não pode homogeneizar o tratamento das crianças especiais, pois corre o risco de passar a vê-las como incapazes de avançar na escolaridade. É necessária a mudança de foco nas relações interpessoais entre professores e alunos deficientes, tornando este relacionamento mais afetivo e bi-direcional.
Permanecer afirmando que o professor não está preparado, não tem formação, que está desmotivado por não conhecer as metodologias para se trabalhar com crianças especiais, impede o avanço da escolaridade das mesmas ao passo em que o educador passa a desacreditar no potencial da criança, a coloca em segundo plano, como se não fosse seu, o dever de educá-la, impondo-lhe assim, uma inclusão perversa.
terça-feira, 3 de julho de 2012
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Vídeo-aula 6: O professor e a diversidade cultural na sala de aula
Para que o professor possa trabalhar a diversidade cultural, é importante que os conteúdos relacionados a este tema, sejam incluídos sistematicamente no currículo escolar, a fim de nortear o trabalho que será desenvolvido durante o ano.
O educador deve proporcionar ao aluno, o contato com os mais variados tipos de artes e culturas em diferentes épocas, relacionando-os a distintos contextos históricos e sociais, estabelecendo assim respeito as diversidades existentes entre as culturas.
Segundo Chalmers (2003), a escola deve apresentar conteúdos não pertencentes as culturas dominantes, dando ênfase a cooperação, ao respeito mútuo, a equidade social e ao pluralismo e diversidade cultural.
A Arte deve ser estudada ainda, a partir de culturas locais como lendas, festas populares, arquitetura, música e costumes, tornando o processo de aprendizagem destes conteúdos mais motivante, ao passo que trabalha com a identidade cultural, com a história e com a memória dos estudantes, permitindo aos mesmos se tornarem protagonistas no processo de produção artística.
O educador deve proporcionar ao aluno, o contato com os mais variados tipos de artes e culturas em diferentes épocas, relacionando-os a distintos contextos históricos e sociais, estabelecendo assim respeito as diversidades existentes entre as culturas.
Segundo Chalmers (2003), a escola deve apresentar conteúdos não pertencentes as culturas dominantes, dando ênfase a cooperação, ao respeito mútuo, a equidade social e ao pluralismo e diversidade cultural.
A Arte deve ser estudada ainda, a partir de culturas locais como lendas, festas populares, arquitetura, música e costumes, tornando o processo de aprendizagem destes conteúdos mais motivante, ao passo que trabalha com a identidade cultural, com a história e com a memória dos estudantes, permitindo aos mesmos se tornarem protagonistas no processo de produção artística.
Vídeo-aula 5: O papel do professor na mediação cultural
O principal papel do professor é tornar a arte mais acessível no cotidiano escolar, ressaltando a importância da mesma na sociedade e na vida do educando.
Conteúdos relacionados a arte brasileira e a realidade do aluno, podem ser estimulantes para a produção artística individual ou em grupo.
A questão cultural na escola está, em um primeiro momento relacionada a disciplina de Artes, mas pode ser correlacionada a outras disciplinas a medida em que as produções artísticas estejam ligadas a temas transversais (meio ambiente, cidadania, pluralidade cultural) relevantes para a transformação do meio em que vivem os estudantes.
A arte promove a auto estima porque permite ao aluno manifestar-se, expressar-se e compartilhar suas ideias e produções, seja por meio de materiais, apresentações ou virtualmente. Para que isto ocorra de forma satisfatória, o professor deve respeitar a subjetividade dos alunos, ao mesmo tempo em que cria oportunidades para que os mesmos, tenham acesso a arte de qualidade.
A partir da década de 80, a arte deixa de ser apresentada na escola, como mero conteúdo de cópia e observação, passando a ter um caráter ativo e prático que abre espaço para a expressão dos alunos na comunidade escolar.
O professor atual deve conhecer como os alunos interpretam a arte nas diferentes fases da escolaridade e fazer investimentos em sua formação profissional, buscando conhecimentos e participando de eventos e experimentações artísticas, para que possa trabalhar de forma a valorizar a arte dentro do contexto escolar.
Conteúdos relacionados a arte brasileira e a realidade do aluno, podem ser estimulantes para a produção artística individual ou em grupo.
A questão cultural na escola está, em um primeiro momento relacionada a disciplina de Artes, mas pode ser correlacionada a outras disciplinas a medida em que as produções artísticas estejam ligadas a temas transversais (meio ambiente, cidadania, pluralidade cultural) relevantes para a transformação do meio em que vivem os estudantes.
A arte promove a auto estima porque permite ao aluno manifestar-se, expressar-se e compartilhar suas ideias e produções, seja por meio de materiais, apresentações ou virtualmente. Para que isto ocorra de forma satisfatória, o professor deve respeitar a subjetividade dos alunos, ao mesmo tempo em que cria oportunidades para que os mesmos, tenham acesso a arte de qualidade.
A partir da década de 80, a arte deixa de ser apresentada na escola, como mero conteúdo de cópia e observação, passando a ter um caráter ativo e prático que abre espaço para a expressão dos alunos na comunidade escolar.
O professor atual deve conhecer como os alunos interpretam a arte nas diferentes fases da escolaridade e fazer investimentos em sua formação profissional, buscando conhecimentos e participando de eventos e experimentações artísticas, para que possa trabalhar de forma a valorizar a arte dentro do contexto escolar.
Vídeo-aula 4: Ética e saúde na escola
São considerados alunos com necessidades especiais, aqueles que comparados a outros de sua idade, têm dificuldades significativamente maiores para aprender ou têm problemas físicos e sensoriais.
No Brasil, a educação inclusiva ganha força após o Tratado de Salamanca (1994), do qual o Brasil se torna signatário, reafirmando o compromisso de uma educação para todos, inclusive na Constituição Federal.
Em relação a questão pedagógica, é importante que os professores conheçam os tipos de deficiência (definição e diagnóstico), para que possam trabalhar sem estigmatizar os alunos deficientes, tomando cuidado no uso das terminologias e nas ações do cotidiano.
Cabe aos educadores pensarem sobre como olhar para alunos especiais e qual o tipo de trabalho que deve ser desenvolvidos com os mesmos, de acordo com suas "deficiências". O ideal seria ter uma formação continuada mais eficiente, o que em minha opinião não ocorre.
No Brasil, a educação inclusiva ganha força após o Tratado de Salamanca (1994), do qual o Brasil se torna signatário, reafirmando o compromisso de uma educação para todos, inclusive na Constituição Federal.
Em relação a questão pedagógica, é importante que os professores conheçam os tipos de deficiência (definição e diagnóstico), para que possam trabalhar sem estigmatizar os alunos deficientes, tomando cuidado no uso das terminologias e nas ações do cotidiano.
Cabe aos educadores pensarem sobre como olhar para alunos especiais e qual o tipo de trabalho que deve ser desenvolvidos com os mesmos, de acordo com suas "deficiências". O ideal seria ter uma formação continuada mais eficiente, o que em minha opinião não ocorre.
Vídeo-aula 3: Ética e valores na ação educativa
Não se pode abordar questões da ética e valores sem se mencionar a exclusão e as lutas pela inclusão escolar. Para entender melhor esta questão é necessário revisar as revoluções educacionais:
1ª Revolução: ocorreu a 2.500 anos atrás e era altamente excludente, com um professor por aluno e destinada somente aos filhos dos faraós, nobres e reis;
2ª revolução: inicia-se no século XVIII com a intervenção da igreja, porém pouco se evoluiu em relação a inclusão, pois as classes eram formadas somente por um número reduzido de meninos homogênicos e de classes sociais dominantes, ainda assim, alunos hiperativos ou com dificuldades de aprendizagem era expulsos;
3ª revolução: começa a se desenvolver no início do século XX na Europa e no Brasil a partir de 1980 aproximadamente. Esta revolução muda o perfil da educação brasileira, no sentido que dá oportunidade para grande parcela da população estudar, incluindo diferentes, classes sociais, econômicas, culturais religiosas.
Com tantas pessoas na escola cabem a seguintes questões: será que a educação atual é realmente inclusiva? Até que ponto os professores estão preparados para proporcionar uma educação inclusiva?
O professor deve ter uma relação de empatia com os alunos, corrigindo práticas intolerantes, demonstrando respeito e solidariedade nas ações cotidianas. Além disto, é necessário rever o conceito que o educador tem sobre incluir, o que este entende por deficiência e quais os tipos de deficiência que se tem no meio escolar em que o mesmo trabalha.
O trabalho docente deve ser intencional, despido de preconceitos e pautado na busca constante de melhorar as relações interpessoais e afetivas, afim de despertar, não só nos alunos com deficiência, mas em toda a comunidade escolar valores positivos que permitam a real inclusão.
1ª Revolução: ocorreu a 2.500 anos atrás e era altamente excludente, com um professor por aluno e destinada somente aos filhos dos faraós, nobres e reis;
2ª revolução: inicia-se no século XVIII com a intervenção da igreja, porém pouco se evoluiu em relação a inclusão, pois as classes eram formadas somente por um número reduzido de meninos homogênicos e de classes sociais dominantes, ainda assim, alunos hiperativos ou com dificuldades de aprendizagem era expulsos;
3ª revolução: começa a se desenvolver no início do século XX na Europa e no Brasil a partir de 1980 aproximadamente. Esta revolução muda o perfil da educação brasileira, no sentido que dá oportunidade para grande parcela da população estudar, incluindo diferentes, classes sociais, econômicas, culturais religiosas.
Com tantas pessoas na escola cabem a seguintes questões: será que a educação atual é realmente inclusiva? Até que ponto os professores estão preparados para proporcionar uma educação inclusiva?
O professor deve ter uma relação de empatia com os alunos, corrigindo práticas intolerantes, demonstrando respeito e solidariedade nas ações cotidianas. Além disto, é necessário rever o conceito que o educador tem sobre incluir, o que este entende por deficiência e quais os tipos de deficiência que se tem no meio escolar em que o mesmo trabalha.
O trabalho docente deve ser intencional, despido de preconceitos e pautado na busca constante de melhorar as relações interpessoais e afetivas, afim de despertar, não só nos alunos com deficiência, mas em toda a comunidade escolar valores positivos que permitam a real inclusão.
Vídeo-aula 2: A ação educativa ao longo da trajetória escolar
A vídeo aula procura esclarecer o que a escola representa para o aluno e qual o papel do professor durante cada fase da aprendizagem. O professor deve trabalhar de acordo com o histórico escolar e de vida de cada educando.
Na educação infantil, a criança vê a escola como um espaço lúdico, cabendo ao professor institucionalizar a escola, além de ampliar referências dos saberes, da linguagem e da formação;
No ensino fundamental (1ª e 2ª séries), o aspecto lúdico da lugar a algumas cobranças. O professor continua com a missão de institucionalizar o espaço escolar apresentando regras, sem deixar de motivar o aluno, ajudá-lo nas adaptações, a desenvolver um auto conceito e novos critérios de convivência;
Ainda no ensino fundamental (3ª e 4ª séries), inicia-se o processo do auto conceito acadêmico, o aluno passa a se cobrar mais e comparar seu rendimento com de outros colegas. Nesta fase, é importante que o professor auxilie o aprendiz a organizar-se, trabalhar com suas dificuldades e ganhar certa autonomia.
Do 5º ao 9º ano, o aluno começa a aumentar suas relações no meio extra escolar e seus interesse se dividem com o lazer, jogos, paqueras, etc. A partir desta fase, incluindo o ensino médio, o aluno começa a perceber a importância da escola em sua vida, por outro lado passa por um momento de cobrança no desempenho, de conflitos, de formação da auto estima e da redefinição da identidade e de valores.
É importante neste momento que o professor seja sensível para apoiar, orientar e conscientizar o aluno sobre aspectos da vida social e de suas responsabilidades.
Não existe uma receita para a ação do professor, muitas vezes alunos do ensino médio precisam de auxílio na adaptação ou aprender regras que deveriam ter sido ensinadas em fases anteriores. É necessário que o educador seja flexível, tendo sensibilidade para acolher o educando de acordo com suas necessidades e sua trajetória escolar.
Na educação infantil, a criança vê a escola como um espaço lúdico, cabendo ao professor institucionalizar a escola, além de ampliar referências dos saberes, da linguagem e da formação;
No ensino fundamental (1ª e 2ª séries), o aspecto lúdico da lugar a algumas cobranças. O professor continua com a missão de institucionalizar o espaço escolar apresentando regras, sem deixar de motivar o aluno, ajudá-lo nas adaptações, a desenvolver um auto conceito e novos critérios de convivência;
Ainda no ensino fundamental (3ª e 4ª séries), inicia-se o processo do auto conceito acadêmico, o aluno passa a se cobrar mais e comparar seu rendimento com de outros colegas. Nesta fase, é importante que o professor auxilie o aprendiz a organizar-se, trabalhar com suas dificuldades e ganhar certa autonomia.
Do 5º ao 9º ano, o aluno começa a aumentar suas relações no meio extra escolar e seus interesse se dividem com o lazer, jogos, paqueras, etc. A partir desta fase, incluindo o ensino médio, o aluno começa a perceber a importância da escola em sua vida, por outro lado passa por um momento de cobrança no desempenho, de conflitos, de formação da auto estima e da redefinição da identidade e de valores.
É importante neste momento que o professor seja sensível para apoiar, orientar e conscientizar o aluno sobre aspectos da vida social e de suas responsabilidades.
Não existe uma receita para a ação do professor, muitas vezes alunos do ensino médio precisam de auxílio na adaptação ou aprender regras que deveriam ter sido ensinadas em fases anteriores. É necessário que o educador seja flexível, tendo sensibilidade para acolher o educando de acordo com suas necessidades e sua trajetória escolar.
Vídeo-aula 1 : O papel do Professor: Instruir ou Educar
Para pensar na educação atual e no papel do professor, é necessário observarmos os alunos. O mercado e a sociedade, cobram que os estudantes sejam criativos, tenham autonomia, responsabilidade e competência. Por outro lado ameaças como o alcoolismo, a prostituição, a gravidez precoce, a intolerância e a marginalidade, rondam o meio infanto-juvenil.
Considerando estes fatores, fica claro que o trabalho do professor, não pode ter somente um cunho conteudista, mas implica em desenvolver, durante o processo educacional, o respeito a valeres ligados a vida social, a natureza, a cidadania e a ética.
Não se trata de excluir os conteúdos, mas atrelá-los a realidade sócio, econômica e cultural em que o aprendiz está inserido, aliando assim, o pedagógico ao educacional e desta forma promover a aprendizagem, a formação da identidade, a socialização, a humanização e a libertação (ligada a criatividade e capacidade de resolver problemas).
Os projetos devem integrar escola e comunidade, mas é essencial que estejam previstos no projeto político pedagógico e formalmente pensados e eleitos pela comunidade escolar.
O professor deve estar comprometido com a proposta educacional e isto implica uma prática diária baseada, na ética, na valorização das relações interpessoais e no protagonismo do aluno.
Considerando estes fatores, fica claro que o trabalho do professor, não pode ter somente um cunho conteudista, mas implica em desenvolver, durante o processo educacional, o respeito a valeres ligados a vida social, a natureza, a cidadania e a ética.
Não se trata de excluir os conteúdos, mas atrelá-los a realidade sócio, econômica e cultural em que o aprendiz está inserido, aliando assim, o pedagógico ao educacional e desta forma promover a aprendizagem, a formação da identidade, a socialização, a humanização e a libertação (ligada a criatividade e capacidade de resolver problemas).
Os projetos devem integrar escola e comunidade, mas é essencial que estejam previstos no projeto político pedagógico e formalmente pensados e eleitos pela comunidade escolar.
O professor deve estar comprometido com a proposta educacional e isto implica uma prática diária baseada, na ética, na valorização das relações interpessoais e no protagonismo do aluno.
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