terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Vídeo-aula 8 - Distúrbios alimentares: anorexia, bulimia e obesidade

A adolescência é um período de vulnerabilidade para o desenvolvimento de distúrbios alimentares, pois é uma fase da vida em que as transformações fisiológicas e psicológicas que ocorrem,  favorecem o desenvolvimento destes distúrbios.
Os transtornos alimentares (TA), como também são chamados os distúrbios alimentares, podem ser: a Anorexia Nervosa (AN), Bulimia Nervosa (BN), Transtornos Alimentares Não Especificados (TANE), AN atípica, BN atípica e Transtornos de Compulsão Alimentar Periódica.
Ao estudo a seguir, interessa somente a AN e a BN, que têm como psicopatologia central a preocupação excessiva com o peso e forma corporal (medo de engordar), utilização de dietas restritivas e de métodos inadequados para atingir o corpo idealizado pela mídia.
As principais causas para o desenvolvimento dos TA são componentes genéticos, alterações psicológicas hormonais e/ou psiquiátricas, problemas sócio-econômicos e conflitos familiares.
A AN tende a desenvolver-se mais precocemente (por volta de 12/13 anos) que a BN, que se desenvolve mais ao final da puberdade (16/17 anos).
O quadro clínico da AN é caracterizado pelo medo mórbido de engordar, distorção da autoimagem, dietas autoimpostas rígidas e busca frenética pela magreza, mesmo quando já se está muito magro.
A  BN é caracterizada pela compulsão alimentar, o que gera uma preocupação persistente com o comer demais, coincidente com o desejo irresistível de continuar comendo. O medo de engordar e a culpa levam a métodos compensatórios, como o vômito e a utilização de laxantes e diuréticos, que utilizados frequentemente (pelo menos duas a três vezes por semana, durante três meses)  irão caracterizar a BN.
A BN e AN, apresentam altas taxas de mortalidade, pois implicam em grandes distúrbios metabólicos, o paciente não quer se tratar (tem convicção que seus hábitos alimentares estão corretos) e cerca de 10 a 20% dos pacientes têm recaídas durante o processo de tratamento.
A obesidade é caracterizada, por distúrbios metabólicos energéticos, gerados pelo grande consumo de alimentos sem o devido gasto energético. É uma doença complexa, pois envolve componentes genéticos, comportamentais e ambientais.
As principais causas da obesidade estão ligados, além dos fatores genéticos, ao aumento do poder aquisitivo, consumo excessivo de alimentos industrializados, sedentarismo, aparecimento dos fast foods (que oferecem alimentos ricos em gorduras saturadas) e grande utilização do tempo livre em frente a televisão, computador ou videogames, em detrimento à prática de atividades físicas.
O tratamento da obesidade deve seguir uma orientação alimentar, mudanças de hábitos e otimização da atividade física. É importante durante o tratamento, que a família também desenvolva hábitos saudáveis e participe do tratamento, já que, em muitos casos a obesidade do adolescente ou da criança estão diretamente ligados a genética e ao modo de vida dos pais.
À escola, não cabe diagnosticar casos de An, BN ou obesidade, mas estar alerta aos sintomas físicos e comportamentais dos alunos; ao perceber qualquer problema, o professor, deve incentivar a busca de ajuda, dar apoio e conversar com os colegas de classe, enfim,  alertar a família sobre a necessidade de se encaminhar o jovem à especialistas. Além disto, é função da escola alertar sobre a importância da prática de atividades físicas, enfatizar a importância da pirâmide alimentar e do desenvolvimento de hábitos alimentares saudáveis e desenvolver o senso crítico dos alunos, no que diz respeito a interpretação das mídias e suas reais intenções.

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